O que é nostalgia pra você? E saudade?

“Saudade é amar um passado que ainda não passou. É recusar o presente que nos magoa. É não ver o futuro que nos convida.”

A famosa frase do poeta chileno Pablo Neruda põe em palavras sentimentos comuns: o de saudade e o de nostalgia. Eles são diferentes? Sim!

Na saudade, há aquele pesar de algo que foi importante e hoje não temos mais. Diz sobre a distância, sobre a perda, mas ainda assim não quer dizer que ontem tenha sido melhor do que é hoje.

Já a nostalgia vem acompanhada da sensação de que o passado foi melhor que do é o presente, o que sem dúvida não é verdade.

Possivelmente você já falou algo do tipo: “naquela época eu era feliz e não sabia”. Pode ser que falou para se referir a um emprego anterior, ou mesmo à época em que você jogava bola na rua sem muitas preocupações além do dever de casa da escola.

Ter saudade do passado não é ruim, pelo contrário. Traz até felicidade e importante noção do valor de muitas coisas, o que torna o presente mais significativo e mais bem aproveitado. Mas, claro, se for saudade na medida certa. Se passar da medida, vira nostalgia.

Você pode lembrar com carinho das brincadeiras de criança – qual era a sua preferida, aliás? – ou mesmo da comida de sua avó. Você sabia que até existe o Dia da Saudade? Ele é comemorado em 30 de janeiro.

O problema é quando você tem a sensação de que hoje sua vida está um desastre e no passado tudo era muito melhor. Isso é nostalgia.

Problema porque essa sensação pode impedi-lo de ver as belezas da sua vida hoje, no presente, o que consequentemente o impede que vislumbre um futuro bacana.

Como você não é o Marty McFly Jr. – protagonista do filme De volta para o futuro, vivido por Michael J. Fox no clássico filme de 1985 – talvez seja melhor aprender a olhar o passado sem se desprender do presente. Como fazer isso?

Em primeiro lugar, você tem que repensar a ideia de saudade e de nostalgia. Uma é positiva, a outra negativa. Uma se resolve ao entrar em contato com alguém ou algum objeto que “mata a saudade”, a outra leva para uma ilusão, e pode paralisar ou começar a causar problemas? Um exemplo clássico? Pessoas que não conseguem, depois de uma separação, achar “graça” em mais ninguém. Certamente você já disse ou ouviu alguém dizendo: “Fulano vive de passado”. Fulano, na verdade, vive de nostalgia.

Quando despertar qualquer sensação que o leve para o passado como uma reação a algo que o incomoda no presente, tente bloquear os pensamentos negativos acerca do presente, ou especificamente do que o incomoda. Em resumo, tente evitar comparar as duas situações, essa do presente e a do passado.

Reviver algo legal para renovar as forças é uma coisa, voltar ao passado e usar determinado acontecimento para invalidar o momento presente é algo ruim. A linha pode ser tênue entre essas duas coisas.

Tendemos a bloquear traumas e demais acontecimentos negativos que nos acomete, por isso é fácil lembrar coisas do passado como se tivessem sido apenas boas. A nostalgia é perigosa porque vive do irreal. Nostalgia nunca acaba, afunda as emoções e cega para o que pode estar acontecendo de bom.

Pense nisso e, sim, morra de saudade, mas nunca de nostalgia.

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