Decisões que o homem toma pensando no relacionamento

Você já reparou como a maneira de se relacionar a dois vem mudando com as gerações?

Falamos um pouco sobre como o mundo tem mudado no artigo sobre as mudanças na música. Agora, contudo, vamos focar em como o homem moderno vem encarando essa suposta nova maneira de se relacionar. Será que são todos?

Pense em como eram os casais em meados do século XX. A família quase sempre era composta pelo pai, que era o único mantenedor, enquanto a mãe cuidava da casa. Se um dos filhos fosse gay, por exemplo, sofreria não só com o preconceito da “sociedade” como com a não aceitação da própria família. Infelizmente, isso ainda acontece, embora, felizmente, cada vez menos.

Uma forma interessante de compreender como as coisas eram no passado é observando as propagandas. Não havia tolerância com a diversidade. Sequer a palavra diversidade. O que é importante salientar, uma vez que palavra é conceito e cada conceito pode abarcar uma visão de mundo muito complexa, às vezes

Todas as épocas produzem suas próprias bandeiras, seus próprios conceitos. Assim, para compreender o passado – a fim de compreender o presente e viver melhor nele – é preciso estar atento a essas palavrinhas que, mal colocadas, não ajudam em nada e só produzem mais confusão. Um olhar compreensivo sobre o passado permite que vivamos mais livres no presente. Compreensivo de compressão, não necessariamente de aceitação.

É sempre bom deixar claro que a VITO acredita totalmente na diversidade. Para nós, cada um pode e deve ser quem quiser. Mas somos também fruto dessa época, por isso nada mais natural que vivamos sobre os valores dessa época: diversidade, aceitação, respeito às diferenças.

Se você assistir propagandas antigas, provavelmente ficará chocado com o quão diferente era a mentalidade. Mas, lembre-se: “naquela época” a compreensão do mundo ao redor e das próprias pessoas em relação a elas mesmas era completamente diferente também. A História tem isso mesmo de curioso. As mudanças acontecem dentro e fora de nós. Nem sempre no mesmo compasso, às vezes até com muita resistência. Mas nunca é uma mudança só. São várias!

Há pouco tempo, os homens pensavam em construir uma família estável, ter uma esposa que cuidasse das crianças e da casa para que ele construísse uma carreira sólida numa grande empresa. Ainda há muitos que pensam assim e não há nada de errado nisso.

Estabilidade era uma palavra muito mais valorizada do que hoje. Ela era o cerne das decisões da família. Abria-se mão da realização pessoal em nome do bem-estar de todos. Hoje, no entanto, no que diz respeito a tudo isso, digamos que a vida ficou mais fluida e dinâmica.

Para começar, hoje, tanto homens quanto mulheres pensam duas vezes mais em si mesmos antes de tomar decisões. Tornamos-nos, indiscutivelmente, mais individualistas. Isso é bom? Alguns creem que sim. Outros, contudo, preferem pensar no coletivo. É possível pensar em si mesmo e no coletivo ao mesmo tempo? Quem é capaz de responder?

As pessoas também estão se casando muito mais tarde – e quando casam. Essa maior duração da vida de solteiro ajuda a amadurecer muitas coisas em nós mesmos, assim como também produz uma reação, demoramos mais para nos sentirmos responsáveis por determinadas coisas. Melhora na qualidade da vida afetiva, mas pode haver piora no “assumir de responsabilidades”.

As mulheres, por sua vez, estão assumindo cada vez mais um papel de destaque. Não é raro o maior salário do casal vir da mulher, o que tem uma consequência interessante: homens infelizes com seu trabalho podem se arriscar mais, trocar de carreira ou até começar um negócio próprio.

Há também, como reação, aquele que acha ruim que sua companheira ganhe mais. Assim como mulheres vez ou outra reclamam porque desejam ser “mais cuidada”. Nesse emaranhado de vontades, tudo depende da forma como cada um se vê e qual o papel que deseja desempenhar numa relação. Neste mundo em que não há mais certo e errado, moram mais incertezas. Ou mais liberdade, para os otimistas.

Quanto mais aberto para outras possibilidades um homem estiver, mais fácil será encontrar a satisfação. Hoje, cada um escolhe para si o que mais lhe faz bem. Não é mais preciso sofrer por um padrão estabelecido lá atrás que, sim, pode ser quebrado ou, se você é muito conservador, flexibilizado. Diversidade também tem a ver com isso: você pode manter-se como está. O que não é legal nunca é continuar infeliz, se você já sabe que algo não vai bem. Esse é, sem dúvida, o maior ganho de nossos tempos. Há saídas!

Essa maior abertura para mudanças permite que não tenhamos mais tanto medo de tomar decisões difíceis em um relacionamento, como uma eventual separação. E mesmo os filhos hoje em dia estão mais “fortes” caso venham a ter pais separados. É sempre uma questão muito complexa, que varia de caso a caso, mas essa maior liberdade para sermos quem quisermos ser é bom para todos, não acham?

Agora, falando sobre mente aberta e a busca por ser feliz individualmente, por que não comentar sobre homens que se cuidam?

Talvez você tenha começado a usar um produto para sua barba porque sua namorada te deu de presente e você, procurando deixá-la feliz, foi atrás de uma barba macia e mais bonita.

Ou então você talvez tenha buscado estar mais bonito e bem cuidado para ela – ou ele, claro! Mas vai dizer que você não gostou de começar a descobrir que você pode estar bem consigo mesmo sem precisar lidar com visões estereotipadas? Já percebeu quanto tempo faz que você não ouve a expressão “metrossexual”?

A sociedade se transformou e com ela o modo como os homens encaram os relacionamentos. Mas fato é que essa maior flexibilidade para ser quem queremos ser traz inúmeros benefícios para nós, mas não só. Traz benefícios também para quem convive conosco.

E você? Qual grande decisão já tomou pensando na pessoa amada? Você acha mais fácil se relacionar hoje do que foi no tempo dos seus pais?  Quais são os prós e contras dos tipos de relacionamentos de hoje. Queremos saber a sua opinião. Conta sua experiência nos comentários!

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