Será que você é workaholic?

Workaholic. Talvez, esse seja um dos termos que mais esteve na moda nesse início de século XXI. E, claro, não foi à toa.

Numa sociedade em que a busca por resultados, em todas as áreas da vida, é tão intensa – tanto quanto a competitividade no mundo corporativo – é comum nos pegarmos trabalhando mais do que seria necessário – e até saudável.

A roda do capitalismo gira cada vez mais rápida e pode ficar para trás quem não encontrar uma maneira de equilibrar todas as áreas da vida. Para você parece impossível ainda? Trabalha mais do que curte a sua família?

Entretanto, para além dos casos de real necessidade de sobrevivência – principalmente no cenário econômico que estamos vivendo nos últimos anos – há quem diga com certo orgulho:  “não tenho tempo nem para ir ao banheiro durante o expediente”. Se você está se identificando com essas situações, você acaba de descobrir que talvez seja workaholic.

Essa necessidade de mostrar o quanto se é responsável profissionalmente, ou mais dedicado que os demais colegas, sério, e sinceramente, é uma furada sem tamanho, sem falar que é ultrapassado, no sentido da construção de uma imagem de sucesso. As metas verticais de ascensão já estão há tempos cedendo lugar às metas horizontais de realização. Já reparou nisso?

Se não, e trabalha como um louco em nome de… Do que mesmo? Esse post é para você.

Para começar, o ser humano funciona movido pelo cérebro. E, por mais incrível que possa ser, ele não é um computador. Ou seja, não podemos viver ignorando nossas emoções e o esforço físico que colocamos sobre nosso corpo.

Se você sempre coloca o seu trabalho acima de qualquer outra coisa, é muito provável que uma hora você “quebre”. E essa quebra pode vir de diversas formas, nem sempre detectáveis em curto prazo: insônia, depressão, impotência sexual…

Acontece que é mais fácil considerar cada uma dessas quebras como um problema isolado. Ou seja, admitir que sejam sintomas de algo maior é bem mais difícil, porque envolverá mudança de estilo de vida e, sabemos, não é tão simples.

Já falamos um pouco sobre isso no post Dicas para ser bem sucedido nas promessas de ano novo. Sobre como fazer seu cérebro jogar a favor dos seus objetivos. Contudo, para ele funcionar bem, é preciso estar em condições favoráveis, biológica e psicologicamente falando.

Então, se você não equilibrar as suas vontades pessoais e necessidades com o sucesso profissional, dinheiro não vai salvar a sua cabeça. As contas não podem esperar? Podem sim! Repensar essa crença é o primeiro passo que você deve dar.

Além do mais, a relação entre o seu esforço físico e a quantidade de tarefas que você consegue executar tem um ponto ótimo. A partir de certo ponto, se você se esforçar mais – e consequentemente se cansa mais – você perde produtividade e assim, terá que gastar mais tempo para executar a mesma quantidade de tarefas de antes, gerando ainda mais desgaste e menos produtividade.

Ah, mas é pressão de todo lado e não tenho infraestrutura e preciso fazer tudo sozinho. Não achamos que é fácil resolver, mas que é preciso. Quando vir que está em um ciclo vicioso, entre cansaço e perda de produtividade, pode ser complicado demais sair. Ilustramos a explicação acima através do esboço do seguinte gráfico.

Gráfico esforço

O que queremos dizer é que na área azul do gráfico, você ainda está saudável. Quanto mais se dedica, mais resultado vem, até o ponto ótimo, em verde. O problema ocorre quando você cai na área em vermelho. Preso em sua imensidão de tarefas, você tenta se dedicar mais para executar mais, mas já está saturado e por isso não consegue entregar o que precisa, fortalecendo o ciclo vicioso e acarretando ainda mais os efeitos negativos do trabalho em excesso.

Por isso, tente se policiar. Às vezes estamos presos numa rotina insalubre e sequer percebemos. A realização pessoal completa envolve outros fatores além do aspecto social e financeiro. Você precisa também fazer as coisas que gosta e estar por perto dos entes queridos. Não espere um motivo “forçado” para mudar.

Vamos aprofundar esse assunto em outro post! Estamos nessa com você!

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2 comentários em “Será que você é workaholic?

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