Qual o melhor momento para morar sozinho?

Você pode ainda não morar sozinho, mas com certeza já pensou nisso. Certo? Acredite, não é só você. Na verdade, essa é uma tendência mais forte do que imagina. Ou será um desejo?

Na Dinamarca, por exemplo, segundo matéria publicada no Nexo Jornal, mais de 40% das casas são habitadas por apenas uma pessoa! Chocante? Sem dúvida.

Já no Brasil, esse número ainda está na casa dos 14%, segundos dados de 2015, mas a expectativa é de que cresça.

Uma das principais razões para se querer morar só, é a mais óbvia: a liberdade. Independentemente de todas essas tecnologias e do avanço da comunicação, que aceleraram a mudança de alguns comportamentos ditos tradicionais – como sair da casa dos pais apenas casado, por exemplo – sempre se desejou o próprio espaço. Ou, talvez, a busca da própria subjetividade – que é diferente da individualidade. Explicaremos.

A individualidade é algo biológico (não só), como uma herança. Já a subjetividade é algo que se constrói, mas que diz sobre a pessoa.

Os motivos para se querer morar sozinho podem ser inúmeros – desde brigas familiares à falta de escolha mesmo, porque é claro que há quem não queira.

Contudo, na maior parte das vezes, a pessoa deseja o próprio espaço como um meio para se conhecer melhor. Na troca diária com a família, é natural que as personalidades se misturem, como acontece entre grandes amigos. Vemos isso claramente, e de maneira simples, numa gíria na turma. Apenas um pode tê-la lançado, mas depois de um tempo passou a ser fala comum, de todos.

Outra razão, também bastante comum, é a diferença de mentalidade entre gerações. Chega certa idade que os filhos não conseguem mais lidar com os costumes dos pais, principalmente se os pais forem intransigentes. Se os avós moram juntos, o quadro pode se complicar mais ainda.

Ainda que haja bons – ou justificáveis – motivos para se morar só, é normal ter dúvida sobre o timing certo para se mudar e começar a cuidar 100% da própria vida. Porque, claro, não é fácil.

Não existe fórmula que aponte quando é o melhor momento, mas ajuda considerar alguns fatores. O primeiro deles, que é um dos mais ingênuos, é que morar sozinho não é viver sempre como se seus pais estivessem viajando. Se pensa assim, está muito enganado. Morar sozinho eleva muitíssimo o nível de responsabilidade.

Por isso, é imprescindível pensar bem nos prós e contras. Um ponto importante, e que pode servir de partida: como está sua vida agora e onde você quer estar daqui a 5 anos e daqui a 10 anos?

Depois de pensar nisso, leve em consideração três pontos: padrão de conforto, o seu relacionamento com outras pessoas e o seu relacionamento consigo mesmo.

Morar com os pais – ou até com amigos – traz certo conforto financeiro. Se morar sozinho e por um acaso perder seu emprego e não tiver uma reserva, você vai fazer o quê?

Ou seja, é importante começar a pensar já e melhor na organização financeira. Sua rotina, hoje, permite ter tempo para tarefas cotidianas como lavar roupa e louça e cozinhar? Ou melhor: você sabe fazer essas coisas?

Se você respondeu “não” para alguma dessas perguntas, é preciso ganhar o suficiente para bancar tais necessidades ou aprender a fazer – que é desafiador, mas também faz crescer bastante. Cuidar de sua própria pode parecer um “saco”, mas também é capaz de proporcionar momentos de ótimos insights – até para aplicar em outros projetos. Parece mentira, mas não é.

Agora, pensando no futuro: seu padrão de vida ideal inclui viajar para o exterior uma vez ao ano? Ar condicionado em todos os cômodos da casa é indispensável? Quer trocar o seu carro com que frequência? Sexta-feira à noite prefere sair para beber ou ficar em casa vendo televisão? Se você pretende viver em alto padrão, melhor juntar agora mesmo o máximo de dinheiro possível e investi-lo, em vez acumular mais despesas.

Para se dar bem nos relacionamentos, depois de ir morar só, é preciso pensar em um ponto de equilíbrio. Como seus gastos aumentarão, talvez sua vida social intensa diminua. Para compensar, pode levar pessoas à sua casa. Tudo isso implica outros gastos e, claro, perda da privacidade. Morar só pode, talvez, deixa-lo mais próximos dos amigos, mas distante de seus pais. Vale a pena ficar longe de seus pais?

Ah, falando em pais, você pretende ter filhos? Lembre-se de que educação e saúde são essenciais e não custam barato! Se você namora ou está prestes a casar e por isso quer passar um tempo morando só, seu parceiro está em sintonia com esses seus objetivos?

Cada pessoa possui suas próprias necessidades pessoais e compreendê-las a fundo é ponto chave para viver bem. Então, pense muito bem antes de tomar qualquer grande decisão, como a de morar sozinho, e faça um balanço das possíveis consequências das suas escolhas.

Uma última dica: evite tomar decisões quando você está muito feliz ou triste, pois isso distorce sua capacidade de pensar racionalmente.

Colocar uma meta pode funcionar: “até o fim do ano quero já estar morando só”. E aí, durante os meses, você vai avaliando cada item e já se organizando.

Por exemplo, juntando os primeiros três meses de aluguel para o possível depósito ou seguro. Vai querer mobiliar a casa logo de início? Então, junte o dinheiro para comprar os móveis essenciais.

Já sabe em qual bairro deseja morar? Achar o lugar certo, com tempo disponível, é a melhor coisa: aumenta o seu poder de negociação. Sem falar que você pode espalhar a notícia para amigos e conhecidos e deixar a vida dar uma forcinha.

Escrito por

Portal sobre os mais diversos temas referentes ao homem moderno brasileiro

Um comentário em “Qual o melhor momento para morar sozinho?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s