O “No Shave November” para a VITO

No Shave November. Já leu sobre isso? Ou já ouviu alguém falar por aí?

Em tradução livre, significa “sem barbear em novembro”.

Trata-se de uma campanha que nasceu na internet e dedica-se à conscientização do câncer de próstata, além de buscar arrecadação de fundos para pesquisa, prevenção, campanhas educacionais e cuidados continuados.

Detalhe: Novembro é o mês da virilidade. E isso também é importante para entender a visão VITO sobre o assunto. Por que, sim, temos uma visão “diferente” do assunto.

É, cara, entendemos que não é dos melhores temas, e quase sempre pensamos que esse tipo de coisa acontece apenas com os outros. Mas o problema é real.

Os homens que aderem à campanha deixam suas barbas crescerem o mês inteirinho e guardam o dinheiro que estariam gastando com os cuidados da barba para doar a instituições que tratam do câncer de próstata.

A ideia original é de Rebecca Hill e Bret Ringdahl que, em 2009, pensaram em maneiras de arrecadar fundos, mobilizando a todos de forma descontraída. No primeiro ano reuniu miados 50 doadores, mas ao longo dos anos a campanha cresceu e chega hoje a milhões de dólares.

A conclusão que Rebecca Hill e Bret Ringdahl chegaram, no início, é que um homem gasta em média 100 dólares com o cuidado da barba e se cada um doar a quantia que teria gasto, muito seria arrecadado para ajudar nas pesquisas e tratamentos.

Por isso que no No Shave November os homens deixam a barba crescer. O visual barburdo é “modo de consciência”.

Só que queremos ir um pouco além. Não queremos incentivar mais uma moda de calendário, principalmente porque o tema é sério.

É isso mesmo. Porque é muito sério é que a VITO acredita que não pode ser apenas assunto de mera reprodução de bordões. Ou algo que dure apenas 30 dias.

O que queremos dizer na prática?

Queremos dizer que ter consciência de um mal que pode nos acometer a qualquer momento, vai muito além de deixar barbas, cabelos ou unhas crescerem.

Interessante observar que o pai de Rebecca Hill, um contribuinte na causa da filha, veio a falecer justamente de câncer. Por isso levamos a sério o assunto e o vemos como algo muito, muito além de uma prática descontraída da internet “se unindo em prol”. E, acredite, você não será mais ou menos legal se fizer parte dos barbudos.

Não somos contra a campanha, que fique claro. Só queremos dizer que a consciência deve ser diária. Amamos nossos pais todos os dias e não só no Dia dos Pais. Usamos camisinha em todas as relações e não apenas no dia 1 de dezembro, data de conscientização da AIDS.

O que fará diferença, de verdade, é encarar as temidas idas ao médico. Homens só vão ao médico forçados ou em último caso. Pois é, essa é a hora de ser viril.

No Brasil, há mais casos de câncer da próstata do que de câncer de mama, que é o tipo mais comum entre as mulheres. Quando o diagnóstico é feito no início, a chance de cura é de 85% a 90%.

Vamos cair na tentação do sentido, talvez. Mas gostaríamos de deixar claro que ter consciência de um mal não se restringe a datas. Se no dia 1 de dezembro todo o seu impulso de ajudar instituições ou ir ao médico passar, algo pode estar errado.

VITO acredita que há, infelizmente, coisas que nos acontecem que não há explicação. E para que haja o mínimo controle sobre o mal que vem à nossa procura, sem que às vezes possamos fazer qualquer coisa para impedir, é importante ser viril de verdade, para além das aparências.

Deixe sua barba em paz, bem cuidada, e pense sobre isso.

Esse tipo de virilidade é a necessária para todos os dias.

Escrito por

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